Quarta-feira, Fevereiro 08, 2006

MUDANÇA

Mudança parece ser a palavra na ordem do dia, de facto nas nossa vidas a mudança é uma constante, pois o tempo não para.
E uma vez que o tempo não para e é preciso saber sempre onde estamos e para onde pretendemos ir, aproveito aquele que parece ser o fim deste espaço, para também eu me despedir de um espaço onde passei muitas das melhores horas da minha, espero, ainda curta vida, a JSD.
De facto foram muito bons os tempos que passei, com alguns grandes amigos, a lutar por esta estrutura e por Ponte de Lima. Muito ficou por fazer, é verdade, mas penso que com a vossa ajuda fomos capazes de deixar um pequeno marco na história de Ponte de Lima e daquela que é a estrutura partidária de juventude mais activa e dinâmica do concelho.
A idade não perdoa e assim temos de saber a hora de sair, ou a hora em que nos mandaram sair.
Por vezes a nossa liberdade, irreverência, juventude e atitude sempre lutadora trouxe-nos alguns dissabores, pois muitos eram os que estavam no meio político, que não tinham apenas como objectivo o melhor para o partido ou para a sua terra. Atitude que sempre demonstramos, pois sempre lutamos por ideias e ideais.
Está na hora de, como se diz no meio político, atravessar o Deserto, no entanto, era de extrema injustiça fazê-lo sem agradecer de forma minimamente pública a todos aqueles que sempre estiveram comigo e nunca viraram a cara a uma boa luta. Esperando não me esquecer de nínguem, aqui vão alguns dos nomes que fizeram da JSD de Ponte de Lima um sucesso nos anos de 2002 a 2004: Armindo, Catarina, David, Henrique, Isaura, Kiko, Nuno, Sam João e Xana.
A muitas outras pessoas haveria a agradecer, desde alguns companheiros das distritais de que fiz parte, até aos mais jovens apoiantes que sempre estiveram conosco e que tenho a certeza darão um futuro ainda melhor à estrutura à qual todos nós pertencemos. Eles sabem que podem contar sempre com a minha ajuda
A todos o meu muito obrigado.
Lutem por Ponte de Lima, Lutem pela JSD.

Nelson dos Reis Lima

Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

Mudar.


Muda de vida

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?...

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

António Variações


E mudamo-nos mesmo.
Agora estamos em pensarpontedelima.blogspot.com. Continuaremos a discutir, a pensar, a opinar sobre Ponte de Lima mas agora com um projecto mais alargado. Queremos mudar a vida da discussão política em Ponte de Lima e para isso iremos "Pensar Ponte de Lima".

É tempo de agitar as águas do lago.

Segunda-feira, Fevereiro 06, 2006

"Os novos políticos arrastam os erros do passado"

O PS continua a não se pronunciar sobre a possível retirada da PSP de Ponte de Lima. Embora tenha um vereador na Câmara Municipal e esta já se tenha pronunciado contra a retirada da PSP, o PS continua a não se manifestar publicamente. A causa? Alega-se a meditação e a reflexão. Desculpas para encobrir a corrente que corre no PS local, o guterrismo. Estudamos, reflectimos, estudamos, reflectimos, estudamos…. Há! Bom, podemos parar que já ninguém se lembra do que estávamos a estudar e a reflectir.

Sem subterfúgios qual é a posição desta estrutura local do PS sobre a retirada da PSP? Que posição tomou em reunião de Câmara?

Já agora, qual é a sua posição sobre o encerramento de escolas no concelho? Faz como a Câmara Municipal? Lava as suas mãos?

Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006

Sociedade da Informação – um novo desafio para o concelho de Ponte de Lima

Internet é, nos dias de hoje, o espaço de fluxo de uma nova sociedade, a sociedade da informação, também denominada por sociedade do conhecimento, sociedade bit, dando origem, similarmente, à disseminação de muitos termos associados, como cibercultura, ciberespaço, globalização, aldeia global, rede das redes, entre outros. A sociedade da informação e os problemas que se colocam na sua conjuntura, assentam numa noção de informação humana e social que é processada electronicamente (por exemplo: imagens, texto, aplicações multimédia, realidade virtual, jogos, etc.). Esta surgiu com o desenvolvimento terciário no pós-guerra, abrindo portas a novo mundo digital, onde a informação circula e transforma as economias digitais, altera os hábitos das pessoas, as relações humanas, o tele-trabalho, o acesso à informação, etc. A sociedade da informação não é mais do que, uma expressão que tenta sintetizar uma complexidade de factores que estão “amarrados” às novas tecnologias, as quais, por sua vez, estão “agrilhoadas” a um processo histórico global que nos remete para o final da II Guerra Mundial.
Actualmente, o governo está a implementar o plano tecnológico com o objectivo de proporcionar uma maior info-inclusão da população portuguesa, contudo, o mesmo plano comporta diversos erros estratégicos que podem colocar em causa o sucesso desta iniciativa. Uma percentagem alta de iliteracia dentro da população poderá ditar um grande atraso para Portugal em relação à Comunidade Europeia, remetendo ao fracasso todo o plano tecnológico. Permitir um acesso facilitado às novas tecnologias da informação e comunicação (TIC) não chega! Quais são os meios ou as motivações para a população passar a utilizar adequadamente as TIC? Como é que uma pessoa de meia-idade ou idosa, que nunca utilizou um computador, se vai desembaraçar nas diversas exigências que lhe são impostas por uma sociedade cada vez mais digital? Se não houver um reajustamento na estratégia, uma grande parte da população portuguesa dificilmente vai entrar no comboio para a “aldeia global”!
Perante este contexto, as entidades com responsabilidade social e política sobre o concelho de Ponte de Lima não deverão precaver-se para esta situação?

Porque não começar a reflectir em algumas das seguintes premissas:

- Proceder-se ao estudo exaustivo sobre o impacto actual das TIC sobre a população do concelho;
- Proceder-se ao levantamento de requisitos para a criação de um “Portal do Concelho de Ponte de Lima”. Este deve contemplar uma maior interactividade entre a população e a autarquia, pois, o actual site da Câmara, não corresponde minimamente às actuais exigências que lhe devem de ser exigidas;
- A autarquia deve criar um repositório digital para preservar e permitir o acesso à informação digital produzida no concelho. (Sobre os requisitos do mesmo, em breve apresentarei algumas perspectivas quanto à sua especificação e áreas de actuação) Uma grande parte da produção intelectual, científica e cultural já só se encontra em suporte digital, como tal, deve existir uma estratégia global para o concelho no sentido de perdurar a sua memória digital a longo prazo. Este repositório deverá ficar associado ao Portal referido anteriormente.
- A Câmara Municipal deve criar uma verdadeira rede de sistemas de informação, permitindo através do mesmo portal, o acesso aos catálogos da biblioteca, do arquivo, dos museus e de outras fontes de informação que sejam uma mais valia para a comunidade do concelho. Tanto a biblioteca como o arquivo não podem viver na sombra da preservação dos documentos em suporte papel, é necessário dotar as infra-estruturas com novas tecnologias, novos serviços de referência on-line. É necessário fazer ao marketing mais arrojado, baseado em CRM, de modo a ir ao encontro das necessidades da sua comunidade.
- As empresas, associações, entidades sem fins lucrativos, etc. devem ter acesso ao mesmo portal, possuindo aí, contas personalizadas em função da sua actividade orgânica, com o objectivo de se promover uma maior difusão selectiva da informação, e um apoio mais personalizado no tratamento da informação.
- A formação em novas tecnologias também deve de ser uma das principais apostas no concelho, não entrando em utopias, atrevo-me a dizer que o ideal é proporcionar programas de formação constante em TIC’s, em todas as freguesias, com a colaboração das Juntas de Freguesia, escolas e associações. O foco deverá centrar-se na população info-excluída e iletrada, pois a chave é a info-literacia. Cativando e motivando os mesmos dentro dum enquadramento pedagógico e cooperativo dos intervenientes.
- Permitir o acesso em banda larga às escolas não chega, é necessário que haja um plano de formação a ser realizado juntos dos pais e dos professores. O acesso a conteúdos indevidos pelas crianças pode ser um contra-senso quanto à mais valia da Internet. É necessário instalar software com portais de conteúdos controlados, é imprescindível auto-regular de uma forma construtiva o tempo de acesso à mesma, pois não deve haver um incitamento à alienação da realidade. (Nos EUA já foram apresentados alguns estudos sobre a dependência do acesso à Internet, esta pode estar na origem diversos distúrbios psicossomáticos, como a depressão, negação da necessidade de acesso à rede, etc.).
Estas são algumas (há muitas mais) das premissas que convém reflectir, analisar e, quiçá, implementar num futuro muito breve. O momento de decisão é agora! A denominada auto-estrada da administração pública ainda não está bem engrenada e, enquanto isso, o concelho de Ponte de Lima tem de se preparar para circular com segurança e com a maior quantidade de passageiros, rumo ao limbo da Sociedade da Informação.
Contudo, e apesar do optimismo, temo que o futuro no que a este tema diz respeito, não seja o mais fácil para uma grande percentagem da população do concelho. A responsabilidade na elaboração de uma estratégia para uma maior inclusão da população dentro da sociedade da informação, passa por todos, desde o cidadão anónimo até aos consultores externos, desde o partido no poder até aos partidos da oposição, todos devemos colaborar com trabalho, com ideias construtivas, na ânsia de um futuro melhor para o concelho de Ponte de Lima! Apesar das divergências ideológicas, o futuro não se compadece com os erros da burocracia demagógica que muitas vezes assola as mentes políticas, ensombrando o verdadeiro rumo das melhores estratégias para o futuro do concelho. O município tem a oportunidade única de entrar na era da informação com os trabalhos de casa feitos! Só espero que a inércia e a falta de visão a médio-longo prazo, não crie ainda mais assimetrias e desfasamentos económicos e sociais entre a população do concelho!

Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Fragmentos

Procura-se

Hoje em dia, infelizmente, o Natal é precedido pelo "bombardeamento" da personagem Pai Natal. Passado o Natal, esta personagem logo desaparece para satisfação de alguns. Também na vida política há intervenientes que, com o aproximar das eleições, se fazem notar até à exaustão para logo de seguida desaparecerem. Ainda há poucos meses se realizaram as eleições autárquicas. Destas saíram muitas surpresas, umas mais agradáveis, outras menos. Alguns, logo na mesma noite, não se coibiram de afirmar que tinham escrito uma página na história. Não seria tanto assim, mas, realmente, tinham saído bem das eleições e parecia que tudo iria ser diferente a partir de então. O ânimo da noite eleitoral parece, no entanto, ter esmorecido. Até quando irá durar o estado de graça do actual executivo? Urge a participação firme dos eleitos, uma participação que não fique pela virtualidade, já que para isso foram eleitos. É que essa participação seria, em princípio, boa para Ponte de Lima. Começa-se a temer que o embrulho não corresponda ao presente.
Será da estratégia do PS? Continuaremos à procura…

Nuno de Matos
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